domingo, 3 de junho de 2012

As Peripécias de uma Jornalista Petropolitana em Sampa

Mais uma história saindo do forno, desta vez, com a minha total participação para sabotar qualquer clima.
Sei que estou em débito com o blog, mas vida de jornalista é assim mesmo, a gente reza para aparecer um trabalho extra e, quando isso acontece, não quer saber de mais nada...rsrrs. Mas vou me policiar e continuar publicando, aos domingos, a cada quinze dias, uma nova história da minha trajetória por Sampa.

Vamos aproveitar para começar a semana dando boas gargalhadas!!!!!!!

Amiga da Onça

Quando a gente acha que já viu de tudo, ou melhor, que já passamos por tudo, sempre acontece algo que fará você dar boas gargalhadas no futuro. E essa história é uma dessas coisas que acho que nunca vou esquecer pelo tremendo furo que dei , claro por pura inocência, mas vamos deixar de blá, blá e ir ao que interessa.

Nos primeiros anos em Sampa, eu morava em uma pensão mista (com homens e mulheres), nem preciso dizer que sempre rolava algum babado, né?
Eu tinha uma grande amiga, fiel e companheira de passeios, especialmente de baladas. Falava em agito, a nossa presença já estava confirmada. Certa vez, ela se apaixonou por um italiano, que foi morar na pensão. Ele era tímido e devia de ter dez anos a mais do que ela, mas até aí nada, o pior é que ele fazia questão de ignorá-la.

Mas isso não desanimou a minha amiga, é claro. Pelo contrário, acostumada a ter tudo que queria, especialmente relacionado aos homens, não quis se dar por vencida e começou a investir pesado para conquistar o amado.

Ela simplesmente acionou o botão da sedução e partiu para cima. O rapaz não tinha paz para circular na pensão, onde ele estava podia contar que a minha amiga também estaria, até o café da manhã virou pretexto para um bom bate papo com o moço. Estender roupa virou uma diversão para ela, que não perdia a oportunidade de galantear o cara.

Bom, como o xaveco não estava adiantando, ela optou por algo mais sensual, a partir daí, como o quarto dela era do lado do dele, ela aproveitava para circular de camisola até o banheiro do corredor da casa e até mesmo aproveitava para fechar a  janela de baby doll. E assim foram três meses de investida dura e cerrada.

Após longos meses de reclamação dela, que não sabia mais o que fazer. Um belo dia, como sempre,  eu cheguei do trabalho e antes de ir para o meu quarto, bati  no dela, achei estranho, a luz estava acessa e por mais que eu batesse na porta e chamasse o nome dela, nada acontecia. Fui para o meu quarto intrigada, sem saber o que realmente tinha acontecido com a minha amiga, mas depois pensei na hipótese dela ter saído e esquecido a luz acesa. Bom, achei melhor dormir.

No dia seguinte, encontro a minha amiga feliz e sorridente, porém querendo me matar. Não entendendo nada, a boba aqui ainda questionou o que ela tinha feito na noite anterior. Com um sorriso lindo e, ao mesmo tempo, desprezível, ela simplesmente me disse, que eu fui capaz de melar um rolo de meses, ao bater insistentemente na porta do quarto dela. Claro, eu não podia adivinhar, mas ela estava em excelente companhia, realizando o objetivo que ela tanto tinha lutado, que era ficar com o italiano. Porém não conseguiu finalizar o processo, com previsão de término para a manhã seguinte, por causa de mim, que sem querer, fui capaz de sabotar o clima.

Até hoje fico pensando, será que fui tão inconveniente assim? kakakkakaka

Nenhum comentário:

Postar um comentário