Cozinhando à luz de velas
Esta é a primeira de algumas histórias que serão postadas neste blog sobre os apuros de uma jornalista fluminense em uma pensão paulistana. A cada 15 dias, os visitantes conhecerão uma história verídica sobre cada um dos personagens que fizeram parte da minha trajetória pela cidade que nunca dorme.
Para começar, você já se imaginou cozinhando à luz de velas em plena quarta-feira, após um cansativo dia de trabalho em São Paulo?
Opssssssss, não é isso que estão pensando. Não deixei de pagar a conta de luz, apenas cheguei após as 23h, na cozinha da pensão.
Isto porque, eu morei em uma pensão que possuía um rígido controle militar, em que a luz apaga às 23h e você, simplesmente, se não chegar a tempo, vai dormir com fome ou pode optar por pagar um lanche na padaria da esquina, claro, se ela ainda estiver aberta.
Cansada de passar por esta situação, um belo dia decidi comprar um pacote de velas para garantir o jantar de cada dia. É sei, que esta solução foi usada há alguns anos pelos meus bisavós e, talvez, pelos meus avós, mas acreditem foi a solução mais prática para fugir do ronco do estômago.
Que cena! Em frente a um fogão automático, eu e um pacote de velas e agora o que fazer? Deixo a vela em cima da pia e faço um esforço tremendo para tentar ver o que estou cozinhando na panela ou tento me arriscar colocando a vela mais próxima da panela. Enfim, decidi pela pia, e como já era de esperar o resultado não foi dos melhores, mesmo porque, cozinhar não é a minha especialidade, ainda sem luz, a situação fica preta!
Para a minha sorte, eu tinha um pacote de Sopão, aquele que compramos semipronto no mercado, e que é quase impossível dar algo errado. Mas pode acreditar que sou uma exceção, também nesta situação não dava para esperar muito, né?
Bom, a sopa não queimou, apenas ficou grudada no fundo da panela, dando apenas para salvar uns míseros macarrões para contar a história e, claro, caldo foi o que não faltou! Apesar de tudo, resolvi comer aquilo mesmo ao invés de me arriscar a cozinhar algo mais complexo, que aumentaria as chances de um desastre ainda maior.
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