quarta-feira, 18 de abril de 2012

Artigo - Você sabe o que é Crowdsourcing?


Ao ler o livro “Marketing e Comunicação e Tempo Real”, de David Meerman Scott, encontrei um assunto relativamente novo, especialmente pelo nome, “crowdsourcing”.  O tema despertou curiosidade em saber mais sobre essa técnica, que consiste em compartilhar uma tarefa com um grande número de pessoas, por meio das redes sociais, ao invés do trabalho ser realizado apenas por um ou alguns profissionais.

Atualmente, muitas empresas estão descobrindo que o crowdsourcing produz resultados mais rápidos que os métodos tradicionais. O processo pode ser usado para aproximar os clientes da marca, criar interação com o público ou até mesmo reduzir os custos ou o tempo para lançar, nomear ou conferir a opinião do público sobre algum produto, marca ou serviço.

O crowdsourcing possibilitou a criação de projetos, de acordo com a opinião pública, apenas com a solicitação de sugestões para um grupo de amigos ou fãs que fazem parte da rede de relacionamento do interessado. Desta forma, o processo permitiu a substituição de semanas de dúvidas internas por boas ideias em apenas alguns dias. Sem falar, na economia do pagamento de grades taxas a uma agência especializada em logotipos, nomes e marcas.

O melhor projeto de crowdsourcing, por exemplo, é a Wikipedia, a enciclopédia gratuita online, na qual qualquer pessoa pode adicionar ou editar um conteúdo.

Porém, o novo processo pode ser usado em projetos ainda maiores, como foi o caso do documentário DSB the Movie (DSB o filme), do diretor e produtor Jan Willem Alphenar. Ele conseguiu produzir o filme de duas horas, em tempo recorde - e sem gastar nada!

Para o documentário que conta a história do DSB Bank NV, um banco holandês que faliu em outubro de 2009, Alphenar fez o crowdsourcing de tudo que ele precisava para o filme - logotipo, roteiro, trilha sonora, edição, trabalho de câmera, atuação e publicidade - de graça. Enquanto produções semelhantes levam um ano para serem produzidas, o DSB the Movie foi concluído em apenas quatro meses.

Alphenaar espalhou a ideia do documentário pelo LinkedIn, pelo Twitter e pelo Hyvez, um site de rede social em língua holandesa. Primeiro, o autor solicitou ao público que fizesse um logotipo, o que rendeu o envio de 42 designs em apenas cinco dias, algo que, normalmente, levaria meses.
A próxima etapa foi fazer o crowdsourcing de um roteiro, novamente, o autor publicou o pedido e, desta vez, conseguiu a contribuição de empregados do banco e de pessoas do governo.

A notícia do filme colaborativo se espalhou. E uma publicação de negócios holandesa decidiu fazer uma matéria sobre o processo de produção do filme, o que resultou na expansão do número de colaboradores por meio do crowdsourcing. Naturalmente, na hora de filmar, as pessoas também se ofereceram como voluntárias. Aos colaboradores foi dado um roteiro, solicitando a filmagem dos resultados, que foram inseridos no Youtube. Cada cena tinha de cinco a oito colaboradores, que também foram selecionados pelo público para continuarem no documentário.

Com a trilha sonora não foi diferente, o diretor apresentou a composição de três músicos para a votação dos internautas. Foi assim que o documentário foi finalizado com total participação do público.

Esse e outros exemplos mostram as diversas possibilidades do crowdsourcing, podendo ser utilizado em pequenos, médios ou grandes projetos. O processo sempre envolve uma troca de benefícios, como no caso do documentário, em que os colaboradores trocaram as ideias pelo direito de mostrar o trabalho e ter créditos na produção.  Isso também pode acontecer no caso de grandes marcas, em que os internautas têm interesse em mostrar o seu trabalho para que seja reconhecido, podendo resultar em uma possível contratação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário