domingo, 22 de abril de 2012

As Peripécias de uma Jornalista Petropolitana em Sampa

Vamos para mais uma história inusitada da minha trajetória em Sampa. Este é o terceiro conto, que é apresentado quinzenalmente, aqui no blog.

Fique à vontade para dar boas gargalhadas!!!!!!

Embriagada de amor

Há quatro anos em Sampa, perdi as contas de quantas pessoas conheci, ainda mais morando em pensão, você acaba virando colega de todo mundo e mais um pouco, mas no final das contas não lembra de quase ninguém, a não ser que a pessoa marque a sua vida de uma alguma forma, como é o caso  de uma ex- colega de quarto de Belo Horizonte.

Uma farmacêutica japonesa superinteligente. Essa é a melhor definição ou seria? Claro, se não fosse a sua tremenda insatisfação de viver em uma pensão e, ainda ter que dividir o quatro com mais três mulheres, que possuem uma infinidade de coisas, o que deixa o espaço ainda menor.

Mas vamos ao que interessa. Certa vez, ela descolou convites para irmos com mais uma colega em uma balada top, no Itaim Bibi, bairro famoso de Sampa. Bom, o primeiro milagre da noite aconteceu, de eu não aceitar ir, pois estava muito cansada e a fim de aproveitar bem a minha noite, claro, colocando o sono em dia.

Mas isso não impediu que as meninas fossem e se divertissem bastante, bondade minha, se acabassem “literalmente” na noite.

Acredito que a balada deve ter sido forte mesmo, só de olhar como a minha ex-colega de quarto chegou, já dava para ter uma noção que ela não economizou no álcool. Isso porque, ela decidiu afogar as mágoas do ex- namorado fazendo a mistura de várias bebidas, e se ela queria ficar bêbada, pode ter ser certeza que ela conseguiu muito mais do que isso.

Pensa na cena, em pleno domingo, às 5h da manhã, alguém abre a porta do quarto, não era ela, bom na verdade até era, mas carregada pelo motorista de táxi e pela outra colega, que não conseguiu impedir a bebedeira. Impossível não acordar com tanto barulho e gente invadindo o quarto.

Você acha que acabou por aí? Está muito enganado, no nosso quarto havia duas beliches e ela dormia exatamente na de cima, por sorte minha, longe da minha cama. Mas isso não impediu que eu ouvisse, a noite toda, as ânsias de vômito dela. Bom, no meu caso, eu só ouvia, pior a comissária de bordo que dormia embaixo e precisava ficar alerta para qualquer reação estranha da moça, que poderia ocasionar em um tremendo e indesejável banho.

Isso durou a manhã inteira, mas felizmente, a comissária saiu ilesa da situação, o que não aconteceu com a cabeça da farmacêutica que, segundo ela, mas parecia uma bateria de escola de samba de tanta ressaca. Sem falar do corpo, que ela mal conseguiu desgrudar da cama o dia inteiro.

Olha o que uma dor de cotovelo é capaz de fazer com uma mulher !!!

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